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A população em situação de rua cresce assustadoramente na capital paulista nos últimos quatro anos

Por Genaldo de Melo
Lee Jeffries6

A população em situação de rua cresceu 9,86% entre 2011 e 2015 em São Paulo, passando de 14.478 para 15.905, de acordo com o censo divulgado no último dia 08 de maio pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads), feito em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A subprefeitura da Sé, no centro do município, é a que concentra o maior número de pessoas em situação de rua: 3.864 (24,3%). Uma concentração um pouco maior do que a indicada no levantamento de 2011, de 3.747 (25,9%) pessoas. A subprefeitura de Itaquera tem 37 pessoas cadastradas no censo atual ante 60 em 2011. A subprefeitura de Santana tem 275 e tinha 247 no estudo anterior, o que indica uma migração da população pela cidade. Dos 15.905, 8.570 (53,9%) pessoas estão em centros de acolhida da prefeitura. As demais estão espalhadas pelas ruas das 32 subprefeituras, com maior concentração nos distritos da Mooca (11,5%), Lapa (5,6%), Santana (3,7%) e Pinheiros (2,9%), além da Sé. O levantamento atual demonstra também que a população em situação de rua segue aumentando constantemente, ano a ano, desde 2000, quando foi realizado o primeiro levantamento. Naquele ano, a população de rua era de 8.706 (45,3% da atual). O número de pessoas nas ruas (5.013) superava o de acolhidos (3.693), situação que só foi modificada em 2009. O número de crianças e adolescentes no censo manteve-se estável, com 3,1% da população de rua nesta faixa etária, contra 3% em 2011. O maior número segue sendo o de adultos com idades entre 18 e 49 anos: 51,9%. Já a população acima de 50 anos correspondeu a 24,4%. Pouco mais de um quinto das pessoas (20,6%) não informaram a idade. Do total, 82% são do sexo masculino.

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