Lula será investigado por suposto tráfico internacional de influência na Venezuela e no Panamá



Por Genaldo de Melo
 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será formalmente investigado por suposto tráfico internacional de influência em benefício da construtora Odebrecht na Venezuela e no Panamá. O inquérito foi aberto pelo MPF (Ministério Público Federal) do Distrito Federal.  A decisão de investigar a conduta do ex-presidente foi da procuradora da República no Distrito Federal, Mirella de Carvalho Aguiar. A suposta atividade ilegal em outros países também poderá ser investigada. O suposto tráfico de influência de Lula em favor da empreiteira já havia sido noticiado em maio, quando o núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República iniciou investigação. Ela determinou no dia 8 de julho que fosse aberto um PIC, sigla para Procedimento de Investigação Criminal, que ocorre quando há indícios fortes de que houve crime no âmbito do que já foi apurado em notícia de fato. A notícia de fato, nome dado ao procedimento extrajudicial aberto em abril com base em matérias publicadas na imprensa relacionadas a Lula já havia sido prorrogada em maio. De acordo com a assessoria de imprensa da Procuradoria da República no DF, a abertura da investigação criminal não pressupõe ouvir o ex-presidente mas isso pode ocorrer caso a procuradora o determine ao longo das apurações. Lula é apontado como espécie de lobista internacional da Odebrecht. Ele viajou a inúmeros países como ex-presidente à custa da construtora para supostamente ajudá-la em negócios de seu interesse na América do Sul e na África.  Em resposta, o Instituto Lula disse que recebeu com surpresa a notícia da abertura de investigação pois forneceu todos os documentos à procuradora Mirella Aguiar quando por ela solicitados e que atestam a lisura e a legalidade das atividades relacionadas ao ex-presidente e à instituição. Segundo a assessoria de comunicação do Instituto Lula, pelo tempo decorrido entre a entrega dos documentos e a notícia da abertura da investigação criminal, o Instituto acredita que houve pouco tempo por parte da procuradora para a análise do material entregue a ela.

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