Partidos começam articulações de olho nas eleições de 2016

Por Genaldo de Melo
TRE-MS - Símbolo Justiça Eleitoral
Faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2016, os partidos políticos começam a se reunir e se articular para discutir as eleições para prefeito em 2016. Nos encontros, não deve ficar de fora também a discussão sobre mudanças partidárias, cujo prazo termina em menos de 60 dias. Com isso, as legendas começam a entrar em campo com o objetivo de fortalecer seus diretórios municipais e arregimentar candidatos a vereador e prefeito em todo o Estado, além de atrair lideranças regionais.  Hoje, os temas reforma política, mudanças na legislação eleitoral e prestação de contas das executivas municipais do PPS são os principais do encontro que vai ocorrer no Edifício Bahia Center, a partir das 14 horas. De acordo com o presidente estadual do partido, Joceval Rodrigues, o encontro tem o objetivo de reunir o partido e discutir sua reorganização. “Por estarmos nesse momento de mudanças, vamos debater e definir nossas diretrizes, tratar de prestação de contas conforme a nova resolução eleitoral, que agora os presidentes municipais têm que prestar conta”, afirmou. O encontro terá ainda a presença de Davi Zaia, secretário-geral do PPS nacional. Com 12 municípios baianos sendo governados pelo DEM, a sigla também tem tentado ampliar sua dinâmica após o fim do diálogo sobre a fusão com o PTB. Os democratas, no entanto, ainda estariam em conversas com o PROS, Solidariedade, PPS e PDT, esta última uma possibilidade que tem sido bastante levantada nos bastidores.  Já os tucanos estão se articulando para crescer o número de diretórios do partido, existentes em 245 municípios, além de aumentar o número de comissões provisórias. À imprensa, o presidente da sigla na Bahia, deputado federal João Gualberto, afirmou que  a meta é eleger 50 prefeitos em 2016. Na capital baiana, no entanto, o apoio continua sendo ao prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que almeja mudar de partido, e já foi convidado pelo PSDB a integrar o quadro. Em entrevista à Tribuna, Neto deixou claro que busca uma legenda com musculatura para 2016 e 2018, mas ressaltou que não fará nada sem que haja debate dentro do seu partido, o primeiro e até então único que esteve. No período em que muitos políticos aguardam se haverá a chamada janela partidária para definir se mudam seus rumos, nos bastidores, afirma-se que os encontros também servirão para articulações políticas de legendas que estão de olho na chegada de novos vereadores em 2016, especialmente em Salvador : com cerca de oito a dez vereadores da capital demonstrando insatisfação com suas legendas, alguns deles estariam refletindo sobre a possibilidade de migrar para siglas como PPS e PSDB. Questionado, o vereador Joceval Rodrigues, presidente do PPS, disse que ainda não foi procurado por nenhum edil do Legislativo municipal. À Tribuna, o presidente municipal da Câmara e também do PSDB municipal, Paulo Câmara, já admitiu que a sigla está aberta para receber vereadores insatisfeitos, desde que se discuta e se pratique as normas da legenda. 

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