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Legalidade versus golpe separam Alckmin de Aécio

Por Genaldo de Melo
 
O jornalista Josias de Souza explicitou, nesta quinta-feira, a guerra interna do PSDB, no artigo Relações de Alckmin com Aécio se deterioram. "O PSDB vive em dois universos. No oficial, os líderes tucanos jamais discutem. No paralelo, eles quase nem se falam. Quando conversam, se desentendem falando o mesmo idioma", disse Josias. A rusga mais recente entre os dois presidenciáveis tucanos, segundo Josias, ocorreu em Sergipe. No estado, "a presidência do partido foi retirada de José Carlos Machado, vice-prefeito de Aracaju, para ser entregue a um advogado chamado Pedrinho Barreto, que acaba de trocar o PR pelo PSDB". Segundo Josias, o primeiro nome era simpático às pretensões de Alckmin e foi substituído por um nome aecista. Ele afirma, ainda, que Alckmin se queixou da "pouca visibilidade que teve nos últimos comerciais que o PSDB levou ao ar em rede nacional de rádio e tevê". Na realidade, o que separa os dois líderes tucanos são seus projetos e interesses pessoais. Alckmin defende parcerias com o governo federal e dá apoio à presidente Dilma Rousseff, que, na sua visão, deve ter apoio para concluir seu mandato em 2018, dentro dos marcos da legalidade. Nesta semana, Alckmin e Dilma participaram de uma cerimônia de entrega de casas populares em Catanduva (SP) e Alckmin, numa foto emblemática, emprestou a ela um guarda-chuva. Na direção oposta, Aécio age, nos bastidores, pela interrupção precoce do mandato presidencial. Embora tenha adiado a reunião dos partidos oposicionistas sobre eventual impeachment, a ruptura pelo TSE criaria espaço para eleições antecipadas, uma vez que tanto a presidente Dilma como o vice Michel Temer seriam cassados por abuso de poder econômico. Nesta quinta-feira, uma pesquisa Ibope, divulgada na coluna do jornalista José Roberto Toledo, apontou que tanto Aécio como Alckmin teriam condições de vencer Lula, se as eleições presidenciais fossem hoje. Por isso mesmo, os tucanos já estão em pé de guerra. (Brasil247)

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