Protestos murcham, ódio cresce

Por Genaldo de Melo
Manifestação deste domingo em Brasília (DF).
Em alguns lugares, como na manifestação de Belo Horizonte, que contou com a presença do tucano Aécio Neves, os números foram vexatórios: 6 mil manifestantes, segundo a Polícia Militar.  O fracasso é mais significativo se considerarmos que dessa vez o PSDB usou suas inserções de rádio e televisão para convocar a manifestação. O chamado dos tucanos não surtiu o efeito desejado, o que mostra que a crise não resulta necessariamente em um fortalecimento significativo do prestígio da oposição. Os cardeais oposicionistas decidiram ser testemunhas oculares do fracasso da estratégia das manifestações crescentes: Aécio Neves, José Serra e Aloísio Nunes, para ficarmos em alguns exemplos, comparecem aos atos. Lá puderam assistir in loco ao crescimento do espírito de ódio e violência. Isso porque, se os protestos foram menores, o ódio e a intolerância parecem ter crescido em relação às ocorridas no mês de abril. Fora os já tradicionais apelos a um golpe militar, novas palavras de ordem de incitação ao crime, algumas delas clamando pelo uso de violência contra a mandatária do país, se multiplicaram. O plano oposicionista de realizar uma escalada de protestos cada vez mais massivos foi derrotado, mas os atos permanecem reunindo um número representativo de pessoas, o que preocupa lideranças dos movimentos sociais. Segundo a presidenta da UNE, Carina Vitral: “Os protestos foram bem menores, mas ainda significativos. Isso faz com que tenhamos que ampliar a mobilização para a próxima quinta-feira (20), para dar uma resposta firme aos intentos antidemocráticos”.(Vermelho)

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