Alexandre Garcia mentiu hoje, Governo não comprou prataria para cozinha dos palácios

Por Genaldo de Melo

 

Com a justificativa de reduzir gastos, a Secretaria-Geral da Presidência cancelou a compra de utensílios de prata para o Palácio do Planalto, da Alvorada e Granja do Torto, que totalizariam uma despesa de R$ 215.615,59, de acordo com o jornal O Globo. O anúncio foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, mesmo dia em que foi anunciado um corte de R$ 26 bilhões em despesas do governo para 2016. Dentre os utensílios, estavam materiais como colheres e rechauds (usados para manter alimentos quentes) de prata e “trabalhados em estilo colonial”. Para os jantares oferecidos pela presidente Dilma Rousseff, seriam compradas também dez colheres (R$ 3 mil), e cinco espátulas em prata (R$ 5 mil). Só com apoiadores de colheres, os gastos previstos eram de R$ 796,67 por unidade. Já com rechauds, seriam desembolsados R$ 62,6 mil em 30 unidades, cujos preços chegava até R$ 5,8 mil cada. Outra compra prevista era a de fogões e fornos elétricos, de até R$ 8 mil por unidade. Além da cozinha, outros ambientes dos palácios também ganhariam enfeites novos. Com recipientes de prata para colocar vasos de plantas, seriam gastos R$ 11 mil. Em abril deste ano, por exemplo, foi autorizada outra compra de luxo. Foram adquiridos dez baldes de gelo térmico no valor total de R$ 9 mil, também em prata, de “design elegante, com alça, durável e práticos”, segundo descrição disponível no Portal da Transparência.

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