BOLSONARO VÊ IMIGRANTES COMO AMEAÇA E DIZ QUE REFUGIADOS SÃO A ESCÓRIA DA HUMANIDADE

Por Genaldo de Melo
A passagem do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) por Goiânia foi rodeada de polêmicas. Além de dizer que espera que a presidente Dilma Rousseff saia do poder, mesmo em decorrência de “enfarte ou por câncer”, o parlamentar também criticou o estado de penúria em que se encontram as Forças Armadas. Segundo ele, a fragilidade dos militares preocupa por estarem enfraquecidos para fazer frente ao que ele classifica como a “escória do mundo”, ou seja, os imigrantes haitianos, senegaleses, bolivianos e os refugiados sírios que chegam ao Brasil. Oficial do Exército forjado na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), tendo alcançado o posto de capitão antes de tornar deputado federal, Bolsonaro criticou o estado de penúria em que se encontram as Forças Armadas, na qual julgou estar desaparelhada operando com equipamentos canibalizados. Para o pepista, os recrutas ganham um soldo abaixo do salário mínimo e são dispensados menos de quatro meses de incorporação em decorrência da falta de alimentos nos quarteis. “O filho do pobre que vai prestar o serviço militar obrigatório vai para casa com fome”, diz. Polêmico, o parlamentar diz que o enfraquecimento dos militares é preocupante à soberania nacional, e que os imigrantes senegaleses, haitianos, bolivianos e os refugiados sírios que chegam ao Brasil seriam uma ameaça à ordem pública: “Não sei qual é a adesão dos comandantes, mas, caso venham reduzir o efetivo (das Forças Armadas) é menos gente nas ruas para fazer frente aos marginais do MST, dos haitianos, senegaleses, bolivianos e tudo que é escória do mundo que, agora, está chegando os sírios também. A escória do mundo está chegando ao Brasil como nós não tivéssemos problema demais para resolver.” Mais: “Assim como a luta armada começou em 1966, eles foram derrotados porque não estavam bem aparelhados. Agora eles estão muito melhor preparados do que nós. O que é pior, a ‘ministra da Defesa Eva Chiavon’ [trata-se de uma ironia, já que o ministro é o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e Eva Chiavon é secretaria-executiva do Ministério da Defesa, autora do decreto que tiraria poderes dos comandantes militares] sabe tudo a nosso respeito.”(PB)

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