Chacina em SP complica ainda mais PM de Alckmin

Por Genaldo de Melo
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Quatro testemunhas que denunciaram a participação de policiais na chacina que matou 19 pessoas em Osasco (SP), no mês passado, tiveram todos os seus dados revelados, incluindo nomes, endereços e telefones, num inquérito que não tramitou em sigilo. A revelação foi feita em reportagem dos jornalistas Rogério Pagnan e Lucas Ferraz (confira aqui). Segundo a apuração, uma das testemunhas já começou até a receber ameaças de morte, por ter delatado a participação de policiais, na chacina de Osasco. "É um desleixo muito grande com a integridade dessas pessoas" expô-las na investigação: "É um equívoco e algo muito grave. Mesmo que elas não se enquadrem como testemunhas protegidas, me parece vital preservá-las, inclusive para evitar represálias", disse o advogado criminalista Alberto Toron. A secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou apenas que, "nos casos necessários, a Polícia Civil solicita à Justiça a inclusão no Programa de Proteção à Testemunha". Até agora, 18 PMs e um segurança particular estão sendo investigados. A principal hipótese é que o crime tenha sido uma vingança policial contra a morte de um cabo. (247)

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