'Não queremos transferir responsabilidades'

Por Genaldo de Melo
Roberto Stuckert Filho/PR: <p>Brasília - DF, 02/09/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante recepção à Delegação Brasileira de WorldSkills 2015 no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR</p>
A presidente Dilma Rousseff saiu em defesa do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, nesta quarta-feira (2), disse que o déficit primário previsto em orçamento é ruim e não descartou a recriação da CPMF como forma de aumentar a arrecadação do governo e combater o déficit. Em entrevista a jornalistas, a presidente disse ainda que não afasta nenhuma fonte de receita, neste momento de ajustes nas contas públicas e que o governo apresentará propostas ao Congresso. Ela afirmou que o Orçamento enviado ao Congresso Nacional com previsão de déficit demonstra que o governo nacional está sendo "transparente" e revela "claramente" que há um problema". "Estamos sendo transparentes e mostrando claramente que há um problema", disse. A presidente ressaltou que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, "não está desgastado" dentro do governo. "Nessa questão do ministro Levy, têm fatos que não são verídicos. O ministro Levy não está desgastado dentro do governo. Ele participou conosco de todas as etapas da discussão do Orçamento. Ele tem o respeito de todos nós. Não contribui para o país esse tipo de fala de que o ministro Levy está desgastado. Ele não está desgastado", afirmou Dilma. Sobre a CPMF, ela disse que não "gosta" da contribuição, mas não afastou a possibilidade de criar um novo imposto para melhorar a arrecadação do governo. "Não gosto da CPMF, se você quer saber. Acho que a CPMF tem as suas complicações, mas não estou afastando a necessidade de fontes, de receitas. Não estou afastando nenhuma fonte de receita", disse a presidente, que foi enfática ao afirmar: "Não estou afastando nem acrescentando nada". A presidente informou que o governo vai mandar para o Congresso adendos à proposta de Orçamento para o próximo ano, mas não disse quando isso será feito. Ela negou que o governo federal queira "transferir responsabilidade". "O governo vai de fato mandar [adendos] e é responsabilidade dele. Não queremos transferir essa responsabilidade. Queremos construir juntos, queremos cumprir a meta que estipulamos, de reduzir esse deficit que está ocorrendo. Estamos evidenciando que tem esse deficit; estamos sendo transparentes", falou. (247)

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