Os moralistas de mentira que querem mudar o Brasil

Por Genaldo de Melo
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Literalmente estamos vivendo no Brasil tempos claramente de exceção, pois enquanto a maioria dos brasileiros mantém a ordem das coisas pelo trabalho de todos, uma pequena minoria literalmente usurpa os ideais da seriedade e da transparência com a coisa pública. Quando de qualquer forma tentam dizer para a população de que quem comete atos inaceitáveis de corrupção são apenas membros do PT, a cada dia que se passa exatamente os baluartes dos bons costumes e da moral são denunciados também por situações inaceitáveis que eles utilizam como discursos para derrubar o atual Governo. Parece que parcela da mídia também somente acha que corruptos são apenas aqueles que estão na sua mira, porque o que está existindo no Brasil é a disputa do poder pelo poder.

Se tiver gente desonesta no PT, ou em partidos aliados dessa coalização estranha para sustentar a governabilidade, que se investigue a todos sem exceção e se puna com os rigores da lei. Do mesmo modo, se tem gente dos partidos de oposição que se locupletam com a coisa pública, do mesmo modo que se investigue e se puna também com os rigores da lei. O que não se pode é admitir inventar investigação apenas para um lado, enquanto o outro da mesma forma que deveria ser investigado, não se faz isso porque a tomada do poder a qualquer custo sem voto é o principal objetivo.

Aqui é interessante falar de que dois baluartes desse discurso da moralidade passaram os últimos meses falando vinte e quatro de que Dilma Rousseff deve deixar de governar de modo urgente porque ela faz parte de um partido que tem alguns safados que literalmente traiu a confiança dos brasileiros. Estes puritanos confundem os brasileiros como se todos que estão hoje no Governo são ladrões, enquanto eles são os santos que por fazerem oposição não possuem cargos, então querem o poder a qualquer custo, mesmo que com isso se crie uma convulsão social sem medir de fato as conseqüências para o próprio Estado brasileiro.

Os nomes dos santos são Paulinho da Força Sindical (SD/SP) e Alberto Fraga (DEM/DF). Ambos com seus discursos moralistas contra Dilma Rousseff esqueceram que da mesma que parcela do judiciário investiga uns, acaba por investigar outros, independentemente da opinião que tenha parcela do Jornalismo da Obediência no Brasil. Pensaram que poderiam apenas atacar os outros pelas mesmas práticas que eles cometem, mas agora estão também sobre as malhas fina da lei. É muita vergonha para esse grupo político que vem de forma permanente tentando derrubar de qualquer modo o Governo com o discurso contra corrupção.

O primeiro deles, deputado e fundador do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva (SP) responderá por ação penal por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional. Paulinho da Força Sindical foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, que investigou desvios de recursos do BNDES. Este parlamentar já chegou a dizer que Dilma Rousseff deveria estar na prisão e, nesta segunda-feira (07/09), um dia antes de se tornar réu, pediu a renúncia da presidente. Ele tem participado com freqüência de manifestações em defesa do impeachment. No STF, o deputado já é julgado por outro processo, pelo qual pode pegar 15 anos de prisão. É assim mesmo, um homem que segundo as prerrogativas sindicais brasileiras, representa parcela muito grande de trabalhadores/as já que é dono de uma central sindical, nas oportunidades que tem cobra porcentagens de empréstimos para amigos no BNDES, porque tinha influência lá dentro.

O outro bom moço moralista é o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) que responderá também à Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal pela suposta prática do crime de concussão – artigo 316 do Código Penal, que é exigir vantagem indevida em razão do cargo que tem. A decisão foi tomada no julgamento do inquérito 3966, e as informações foram divulgadas no site do Supremo. O parlamentar nega as acusações, mas de acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, entre julho e agosto de 2008, o parlamentar teria exigido e recebido, em razão do cargo que exercia à época dos fatos – Secretário de Transportes do Distrito Federal – a soma de R$ 350 mil para que procedesse à assinatura de contratos de adesão entre o governo e uma cooperativa de transportes.

Vivemos de fato um estado de exceção diante de tais fatos. Tentam a qualquer custo derrubar um Governo constituído democraticamente para eles mesmos assumirem, mesmo diante de tão graves acusações no Supremo Tribunal Federal. Parece que enquanto não surgir homens públicos que tenham vergonha dos fatos sempre terá esse tipo de gente que acusa quando estão sendo acusados dos mesmos crimes que falam.

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