Para Gilmar Mendes, politica é “ambiente normal para negócios”

Por Genaldo de Melo
 
Após mais de quatro horas expondo o voto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes se posicionou contra o fim do financiamento empresarial de partidos e políticos e disse que seria ingênuo acreditar que a corrupção acabaria proibindo o ato. Com isso, o placar pelo fim das doações eleitorais de empresas no Supremo está 6 a 2. O julgamento será retomado nesta quinta-feira.
O plenário do Supremo retomou nesta quarta-feira o julgamento sobre financiamento empresarial de campanhas políticas, um ano e cinco meses depois de o caso ter sido paralisado por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Antes, sete ministros já haviam votado — sendo seis contra a doação de empresas a campanhas políticas e apenas um a favor, o ministro Teori Zavascki. Com o voto desta tarde de Mendes, o placar ficou 6 a 2 pelo fim das doações de empresas. Ainda faltam votar os ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Até a conclusão do julgamento, que será retomado nesta quinta-feira, os integrantes da Corte que já votaram podem mudar seu entendimento. Para Mendes, o STF está encaminhando uma “solução comprovadamente equivocada e ineficiente”. O julgamento ocorre dias antes do fim do prazo para que a presidente Dilma Rousseff apresente a sanção ou veto ao projeto de lei aprovado na Câmara, na última semana, que regulamenta as doações de empresas. Desde o ano passado, Mendes já defendia que a politica é um “ambiente normal para negócios” e sempre rechaçou a medida de proibir doações empresariais a campanhas. (PM)

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