Prefeituras baianas: 90% mal pagam a folha

Por Genaldo de Melo

Em um estado com 417 municípios, a Bahia – maior PIB do Nordeste, e oitavo do país, disputando de perto com Santa Catarina e Distrito Federal –, 90% das prefeituras só têm conseguido manter os gastos com a Folha. A informação foi repassada à repórter Heliana Frazão, do jornal Estado de São Paulo, pela diretoria da União das Prefeituras da Bahia, acrescentando que 70% dos municípios do Estado dependem do repasse de verba do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Apesar do alto número de municípios, o que se explica pelo tamanho do estado, mais de 88% desses municípios possuem menos de 50.000 habitantes, o que explica, em parte, a dependência que a maioria deles tem com relação ao FPM. A apuração feita pela repórter resultou em matéria sob o título “Municípios baianos mantêm apenas serviços essenciais”, com o subtítulo “Em tempos de crise, prefeitos paralisam investimentos, cortam próprio salário e não descartam demissões”. A situação tem se agravado ainda mais em virtude da atual crise econômica, que termina por ser refletida em todos os entes da Federação. Estados e municípios têm enfrentado momentos de grande dificuldade. De acordo com vários relatos de prefeitos ouvidos pela reportagem do Estadão, está virando prática comum a redução de salários de cargos comissionados, incluindo os do prefeitos, vice-prefeito e secretários. Mas, não são apenas os pequenos municípios baianos os atingidos pela crise. A economicamente poderosa Camaçari, polo industrial do estado, também vive momento de cortes de salários municipais. A matéria completa encontra-se na edição desta segunda-feira, 07 de setembro de 2015, do jornal Estado de São Paulo (www.estadao.com.br).

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