Somente vence quem sustenta a corrupção

Por Genaldo de Melo
 
Nos últimos tempos se discutiu demais em torno do fim da corrupção. Exatamente este ato vergonhoso e doentio contra o povo brasileiro, sustentado exatamente pelas empresas privadas desse país. A Lava Jato é a mais fina prova de quem sustenta a corrupção promovida por quase todos os políticos e partidos, de situação e oposição, porque precisam vencer as eleições, e eleições somente se vence com dinheiro sem reforma política séria, fato já comprovado no Brasil. 

São os empresários que sustentam a corrupção para se ganhar as eleições, porque político nenhum vai tirar do bolso milhões e milhões para vencer eleições, porque apenas com seus salários e as “gorduras” de emendas parlamentares não vai sustentar a capacidade eleitoral para vitória. Os empresários sustentam a corrupção porque eles tiram muito mais dinheiro com as licitações das empresas públicas. 

Agora o discurso da oposição nas entrelinhas está claro. O combate à corrupção é disputa do poder pelo poder, sendo que eles querem o poder, porque não têm o mesmo desde 2002. É vergonhoso se ver que todos sabem de onde surge a corrupção, mas eles mesmos como opositores donos dos belos discursos contra a corrupção, votam em peso na Câmara dos Deputados em favor do financiamento privado de campanha. 

Mas como querem acabar com a corrupção, se sustentam politicamente os mentores da corrupção nesse país? PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, e PSOL votaram em peso contra a corrupção, enquanto que PMDB, PSDB, DEM, SDD, PR, PTB e PP votaram em peso a favor da corrupção. Parece que a oposição acha que esse discurso maquiavélico vai se perdurar por muito tempo? Porque em matéria de corrupção já começaram a surgir também seus podres.

Nomes como Eduardo Cunha, Agripino Maia, Cássio Cunha Lima, Paulinho da Força Sindical, Alberto Fraga, que defenderam com “unhas e dentes” na Câmara dos Deputados o cerne da corrupção, que é o financiamento privado de campanha, ou seja, os interesses dos empresários, estão todos no fio da navalha, exatamente envolvidos em corrupção como tem aos poucos aparecido, quando se começou a levantar o tapete sujo de seu gabinetes.

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