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'Tem deputado que está na Câmara para defender construtoras e bancos'

Por Genaldo de Melo
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Acusado de corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, o ex-deputado baiano Luiz Argôlo (ex-PP e afastado do Solidariedade) disse em depoimento à Justiça Federal no Paraná, onde está preso desde abril, que "na Câmara se elegem deputado com vários perfis. Tem deputado que está lá para defender as bandeiras das igrejas, que está lá para defender as entidades de classe, e tem deputado que está lá para defender empresas, construtoras e bancos". Argôlo foi interrogado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações do esquema de propina em contratos de empreiteiras com a Petrobras. Praticamente todo o depoimento do ex-deputado se concentrou sobre o doleiro Alberto Youssef, peça-chave do esquema de corrupção. Em delação premiada, Youssef relatou pagamentos de valores ilícitos para muitos deputados, entre eles Argôlo. O doleiro chamava o baiano de "baby Johnson" porque o então deputado lhe pedia dinheiro insistentemente e "chorava o tempo todo". A força-tarefa da Operação Lava Jato constatou que Luiz Argôlo, enquanto deputado, esteve 52 vezes em um escritório de Youssef, na Avenida São Gabriel, em São Paulo, entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012. E mais 26 vezes em outros escritórios de Youssef, na rua Renato Paes de Barros, entre março de 2013 e fevereiro de 2014. (247)

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A Globo utilizou ao modo de Goebbels o discurso de que Lula poderia, aliás, teria que ser preso ali mesmo em Curitiba, até mesmo com um provável desacato ao juiz, mas como Lula não foi preso porque pelo visto o apartamento não é mesmo dele, partiu para um ataque tão violento, que não se pode dizer que está mais praticando jornalismo.
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