Dilma diz lamentar "brasileiro Eduardo Cunha" em escândalo na Suíça

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A presidente Dilma Rousseff confirmou neste domingo (18) a permanência de Joaquim Levy à frente do Ministério da Fazenda e disse lamentar que o escândalo envolvendo as supostas contas secretas mantidas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, na Suíça tenha como protagonista “um brasileiro”. As declarações foram dadas a jornalistas no hotel onde a presidente está hospedada, em Estocolmo, na Suécia. Dilma está em viagem oficial pelo país e pela Finlândia durante quatro dias. Ela retorna ao Brasil na noite da próxima terça-feira. Sobre Levy, Dilma desmentiu informação divulgada pela revista Veja na última sexta-feira (16) de que o titular da Fazenda teria lhe apresentado seu pedido de demissão do cargo. Os dois se reuniram na sexta-feira passada no final da tarde, depois que o ex-presidente Lula pediu publicamente a demissão de Levy. “O ministro Levy fica“, acrescentou. “Ele não está saindo do governo”. A partir de agora, não vou mais responder sobre o ministro Levy. Se ele fica, é porque nós concordamos com ela (política econômica)”, afirmou a presidente. Questionada sobre a declaração do presidente do PT, Rui Falcão, que também defendeu o afastamento de Levy se ele não mudar em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo deste domingo, Dilma afirmou que “o presidente do PT pode ter a opinião que quiser”. “Não é a opinião do governo. A gente respeita a opinião do presidente do PT, porque ele é o presidente do partido que integra a base aliada, mas isso não significa que é a opinião do governo“, disse. Dilma criticou especulações de que Levy teria demonstrado insatisfação sobre a pressão que vem recebendo de integrantes do PT, entre eles do ex-presidente Lula. Sobre Lula, a presidente disse que o petista nunca lhe cobrou a demissão de Levy. “Ele nunca me pediu nada. Quando o presidente Lula quer uma coisa que diz respeito a posições dele, ele não tem o menor constrangimento de falar comigo“. (CB)
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