Estranho julgamento de contas

Por Genaldo de Melo
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Quem julga contas públicas de governos não pode segundo os rigores da lei politizar suas tomadas de decisões. Quem julga contas públicas não pode fechar acordos com grupos políticos, porque não é papel de cortes julgadoras.

A visita de Aécio Neves ao presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, na tarde de terça-feira (6) para interferir no julgamento do exercício fiscal do último ano do primeiro mandato de Dilma Rousseff, realizado na noite dessa quarta-feira (6), ultrapassa os limites do ponderável, e torna o feito em estado de exceção no Brasil.

O planalto pode até ter exagerado na exigência da saída de Augusto Nardes do julgamento das contas de Dilma, mas muita gente depois da reportagem da Folha de São Paulo, de que o mesmo recebeu a quantia de R$ 1,65 milhão de empresa duvidosa investigada por envolvimento em fraudes fiscais da Operação Zelotes, já começa a mudar de opinião sobre a suposta imparcialidade do mesmo.


Quem tem passado duvidoso não pode e não deve julgar o resultado do trabalho dos outros no mundo da política, pois ninguém pode ser tão bobo para não saber que os resultados disso é a politização de um julgamento que tem e que deve ser estritamente técnico.

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