O pragmatismo perigoso como querosene perto do fogo

Por Genaldo de Melo
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Quando Eduardo Cunha assumiu a presidência da Câmara dos Deputados, como resultado de uma eleição interna muito conturbada, muita gente imbuída com as prerrogativas de mandatos parlamentares na oposição, bem como as forças políticas que perderam as eleições de 2014 no voto, dialogaram com a possibilidade de o mesmo ser o elo de referência para derrubar o governo atual, representado pela personagem de Dilma Rousseff, através da via indireta e contra as próprias prerrogativas constitucionais da democracia brasileira.

Não foram poucos os indivíduos, que como cidadãos comuns, e outros como representantes de grupos de interesses, que assumiram o discurso prático de que eram todos “Cunhas”.  O objetivo era de fato derrubar a turma do PT de qualquer jeito, na força e na marra, sem nem mesmo dialogarem com a história que sempre é tida como a prova dos nove, como sempre dizia o homem de Florença, e nem mesmo estudarem superficialmente a biografia do homem bom captador de recursos empresariais para seus pares e de segredos inconfessáveis.

Foi um ledo engano para os mesmos, pois o homem que mais parece caminhando ao lado de jornalistas e fotógrafos dentro da Câmara dos Deputados como uma espécie de Corcunda de Notredame enganou a todos, com o discurso de que sempre foi homem de Jesus, porém com a marca da história de que foi um grande discípulo da boa turma de Alagoas na época do governo colorido que foi defenestrado do poder no início dos anos noventa. O sábio homem que ajudou financeiramente a eleger vários de seus pares que o catapultou a presidência da Câmara dos Deputados, também pensou que segredos são eternos, como os diamantes.

Para a massa comum do povo pode até ser compreensível não ter acesso aos segredos da Petição Avulsa 193.787, que foi dada entrada no STF em 2006, inquérito para investigar Eduardo Cunha, já que na época a Divisão de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal encontrou operações cambiais com indícios de irregularidades atribuídas ao mesmo, e a outros políticos. Mas para quem não tem resistência a raciocínio pode-se inferir sem sombras de dúvidas que ou foram todos enganados mesmos, ou foram todos que defendem o bom presidente da Câmara dos Deputados, seus bons cúmplices para derrubar a Dilma Roussef, e chegar ao poder pela via indireta. Pois todos assumirem o mesmo discurso do representante falso dos trabalhadores da Força Sindical, de que Cunha pode ter feito qualquer coisa, pois não importa, pois o objetivo é derrubar mesmo essa turma do PT.

Pois não importa o crime cometido, o que importa é derrubar a mulher que deve urgentemente aprender a fazer política, que no Brasil tem sido colocado por essa mesma turma do moralismo esotérico como sinônimo de óculos marrons e distribuição de estruturas administrativas como historicamente sempre todos fizeram para manter o poder.


Fica mesmo diáfano que não importa que cor o cachorro tenha, pois o que importa mesmo é que ele pegue de qualquer jeito o coelho do mato. Bonito mesmo é que Eduardo Cunha e Claúdia Cruz tenha uma bela empresa com o nome de “Jesus.com”, tenha um belo Porsche Cayenne para passear pelas ruas cariocas,  e que tenha um bom patrimônio de cerca de R$ 61 milhões, segundo o Banco Merrill Lynch.

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