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Os segredos do presidente da Câmara dos Deputados

Por Genaldo de Melo
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Quem pensa que as denúncias contra o presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha (PMDB) é coisa recente em função de sua posição contra o governo de Dilma Rousseff, está totalmente enganado pelo falso jornalismo político brasileiro. Desde 2006 a Divisão de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal encontrou operações cambiais com indícios de irregularidades atribuídas ao mesmo e a diversos outros políticos.

Naquele ano foi dada entrada no STF a petição Avulsa 193.787, tratando dessa investigação e estranhamente não consta do sistema de consulta do STF na internet o andamento da petição, mas a sua existência é comprovada por um despacho do ex-ministro Joaquim Barbosa no Diário Oficial. A decisão do ex-ministro sobre o assunto somente foi tomada oito anos depois, no dia 06 de maio de 2014, e não se resolveu nada, apenas fez o processo andar de lado. Mas de um ano depois ninguém tem notícias do andamento do processo no STF.

O Ministério Público Federal somente acordou para a investigação, que deveria ter sido feita a nove anos atrás, porque o Ministério Público da Suíça encontrou em abril último contas suspeitas em bancos daquele país, tendo como beneficiário o deputado federal Eduardo Cunha e seus parentes. Porém a ausência de consulta processual no sistema do STF dificulta a melhor compreensão do que ocorreu e do que está ocorrendo com aquele antigo pedido de investigação. Mas os fatos falam por si, principalmente quando sabemos que o atual advogado do nobre deputado, que engavetou a petição é o ex-Procurador-geral da República da época, Antonio Fernando de Souza, que não fez andar o inquérito contra seu atual cliente.

Os outros políticos citados na Petição Avulsa 193.787 de 2006, são velhos políticos conhecidos, alguns com mandatos e outros por enquanto no ostracismo político. São eles: Álvaro Dias, Valdemar da Costa Neto, Francisco Garcia Rodrigues, Fernando de Souza Flexa, Arolde de Oliveira, João Lyra, Henrique Meirelles, Itamar Serpa Fernandes, Jorge Bornhausen, Ricardo Feitosa Rique, Luís Carlos da Silva, Miguel de Souza e Vittorio Medioli. Destes nobres todos apenas Vittorio Medioli foi condenado em janeiro último pela Justiça Federal de Minas Gerais a cinco anos e cinco meses de prisão, por enviar escondido para o estrangeiro 595 mil dólares no ano de 2002 e manter depósitos clandestinos no exterior.


Com a palavra para o povo Eduardo Cunha, o ex-Procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e com o direito da réplica o próprio povo brasileiro...!

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