Pastor diz que Eduardo Cunha ‘foi mordido pelo mosquito da ambição’

No início de 1989, o economista Eduardo Cunha, então com 31 anos, saiu do trabalho, na torre do shopping Rio Sul, em Botafogo, e tomou um ônibus rumo à Praça Mauá, no Centro. Seu destino era a sede do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), que lançaria Fernando Collor candidato à Presidência. Alguns dias antes, lembra o ex-presidente do partido no Rio, Cleio Sá Freire, Cunha havia visto um programa da sigla na TV e decidiu que queria entrar na política. Quem viu o tijucano, cabeludo e de sapato furado entrar pela porta da sede do partido, não imaginava que, 26 anos depois, alçado à presidência da Câmara dos Deputados, com o apoio de um rebanho de fiéis evangélicos, ele estaria com os — hoje, escassos — fios de cabelos em pé diante de denúncias de corrupção e de que teria contas na Suíça. "Ele foi mordido pelo mosquito da ambição. Na época, não pensava assim. Era jovem, empolgado. Mudou quando viu que havia interesses em jogo", disse Sá Freire ao jornal Extra.  Até hoje, aos 80 anos, ele está à frente da Igreja do Evangelho Quadrangular da Taquara, na Zona Oeste. Neste feriado, em meio às pressões para que se licencie ou mesmo renuncie à presidência da Câmara, ele analisa, em sua mansão, na Barra da Tijuca, os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. (Bnews)

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