CAI MAIS UMA MENTIRA CONTADA POR CUNHA

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Desmoronou a tese criada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-PR), para justificar a origem de seus recursos na Suíça, depositados pelo lobista João Augusto Henriques, preso na Operação Lava Jato. Henriques afirmou ter depositado a quantia depois te ter sido favorecido num negócio realizado na área internacional da Petrobras, cujo ex-diretor, Jorge Zelada, havia sido indicado pelo PMDB de Minas. Ao ser confrontado com essa versão, Cunha afirmou supor que Felipe Diniz, filho do ex-deputado Fernando Diniz, havia pago uma dívida do pai, contraída no exterior. No entanto, em depoimento à Procuradoria-Geral da República, obtido pelos jornalistas Aguirre Talento e Márcio Falcão (leia aqui), Diniz afirmou que desconhecia a existência de contas no exterior atribuídas ao presidente da Câmara e negou que tenha ordenado o pagamento. "Não fui procurado por Eduardo Cunha ou por qualquer intermediário dele para tratar do tema ou estabelecer uma versão defensiva comum", disse ainda o filho do ex-deputado. Agora, o presidente da Câmara terá que construir uma nova tese para a fortuna depositada por Henriques em sua conta. (247)
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