Cunha mantém argumento de que não é titular de conta suíça

 O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mantem o discurso de que não é "o titular de conta bancária individual ou conjunta" no banco suíço Julius Bär. Para sua defesa no processo de cassação que tramita no Conselho de Ética da Casa, Cunha apresentou um parecer de um escritório de advocacia do país europeu, sustentando que, pelas informações disponíveis e do ponto de vista da legislação da Suíça, ele não seria o titular. A defesa do peemedebista usará o documento para contestar trecho do pedido de cassação formulado pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade, no qual em um dos pontos, o acusa de ter mentido durante a CPI da Petrobras, quando afirmou que não tinha "qualquer tipo de conta em qualquer lugar que não seja a conta que está declarada no Imposto de Renda". O deputado já usou como argumento o fato de que ele era beneficiário de "trusts" na Suíça, o que poderia isentá-lo da necessidade de declaração à Receita Federal. O advogado de Cunha também protocolou, na defesa do deputado, um pedido para anular o parecer desfavorável a ele apresentado pelo relator do processo, o deputado federal Fausto Pinato (PRB-SP). A defesa argumenta que Pinato já teria se manifestado, antecipadamente, o seu voto, ao afirmar em declarações que havia a existência de indícios contra Cunha. A antecipação de voto é proibida pela lei. (GGN)

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