O sindicalista e a serpente

Por Genaldo de Melo
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Deveras que estamos em crise política e com poucos precedentes em nossa história. Mas jamais poderemos em sã consciência proceder no discurso de que não estamos também vivendo uma crise sem limites de valores morais na política, compreendendo que política e moral pouco se combinaram na história. No Movimento Sindical brasileiro pela primeira vez vemos a imoralidade no discurso e na prática de certos dirigentes, quando seus interesses estão em jogo.
Como representantes dos trabalhadores/as, coordenando sindicatos e lutas que deveriam em tese ser em defesa de uma melhor sociedade para os mesmos, bem como defender melhores condições trabalhistas, no campo economicista, literalmente falando (já que estamos procedendo no discurso sindical) , determinados sindicalistas deveria ter vergonha de seus discursos amorais.
O caso de Paulinho da Força Sindical na defesa de um homem como Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, é de uma falta de respeito com os brasileiros, mesmo aqueles que votaram nele, que ultrapassa o entendimento que temos de imoralidade na política.
Aliar-se e defender com unhas e dentes a “imoralidade comprovada” com contas na Suíça do dinheiro público para derrubar o governo de Dilma Rousseff, que até que se prove o contrário não existem provas de crime, prova falta de caráter e de moral mesmo!

E ainda tem coragem de se submeter ao discurso em cadeias de televisão em rede nacional de que defende o crime porque não concorda com um governo que foi eleito no voto, considerando isso como se fosse a coisa mais natural do mundo. É muita competência para administrar o imposto sindical, e defender teses contrárias aos interesses reais dos trabalhadores/as brasileiros!

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