Conselho de Ética adia decisão sobre Cunha

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O Conselho de Ética da Câmara adiou mais uma vez a votação do relatório de Fausto Pinato (PRB-SP), que pediu a continuidade do processo por quebra de decoro parlamentar do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O presidente convocou para amanhã, 14h30, nova sessão para discutir e votar o parecer. Após algumas tentativas de atrasar a sessão, foi aberta a palavra para os integrantes do conselho logo depois da apresentação do relator e do advogado de Cunha. O deputado Wellington Roberto (PR-PB), que apóia o presidente da Câmara, apresentou um voto em separado no qual opina pela inadmissibilidade do processo contra o peemedebista e sugere como pena uma censura pública, alegando que Cunha, ao negar durante depoimento na CPI da Petrobras que não possuía contas no exterior, não mentiu, mas faltou com “a responsabilidade do cuidado nas suas declarações, exigindo o compromisso com a sua exatidão maior do que a demandada dos demais 512 deputados”. Em seu voto em separado, Wellington Roberto afirma que “a conduta do representado (Cunha) não acarretou quaisquer danos ao patrimônio da Câmara, o representado nunca foi punido com sanções de natureza disciplinar, enfim, as circunstâncias minudenciadas em sua defesa prévia revelam que, ao depor espontaneamente para a CPI, o representado não buscou ludibriar seus pares”. O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), disse que, embora Wellington Roberto pudesse apresentar um voto em separado, ele não será votado. Ele apenas será considerado caso o relatório de Pinatto seja derrotado. O Conselho passou mais de uma hora debatendo sobre quem chegou primeiro: o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cujo voto é declarado contra o presidente da Câmara , ou Sérgio Moraes (PTB-RS), que tende a votar para salvar Cunha. Aliados de Cunha acusaram o deputado do DEM, suplente no conselho, por supostamente ter “furado a fila” na hora de registrar presença no colegiado. A tropa de choque do peemedebista questiona o fato de Lorenzoni ter se antecipado e ter deixado de fora o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS). Como são suplentes, eles só votam caso Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), titular da vaga, não compareça. Como são do mesmo grupo, tem direito a voto quem registra primeiro a presença. — Eu queria ser um dos primeiros suplentes, porque quero votar a favor da continuidade do processo. Há um trabalho aqui sendo construído para evitar que o relatório do Fausto Pinato seja acolhido e possa continuar a investigação dentro do Conselho de Ética — afirmou Onyz Lorenzoni. (Globo)
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