A casa caiu em Salvador

Por Genaldo de Melo
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Quando foi colocado em pauta na Comissão de Ética o relatório do deputado federal Marcos Rogério (DEM/RO) para encaminhar a decisão da cassação do mandato de deputado federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ) no plenário da Câmara dos Deputados, provavelmente inteligentes membros do PRB, partícipes do chamado Baixo Clero deve ter orientado a deputada federal Tia Eron (PRB/BA) para aproveitar e valorizar seu voto, e se colocar em evidência como opção em Salvador para ser vice de ACM Neto, até mesmo porque o nome de um pernambucano recente na Bahia seria impossível, mesmo que aliado do pequeno imperador.

Lembro nitidamente do seu discurso se colocando como símbolo da mulher negra, como se fosse representante das mulheres negras da Bahia (para bom entendedor basta!). Quando se comentou essa estratégia de marketing, muita gente foi tratada como sem juízo, mas foi entendido por muita gente como a fome política recôndita do PRB, porque era a Prefeitura de Salvador que estava em jogo, simplesmente porque a máquina de propaganda de ACM Neto convenceu a todos que se elege com folga, deixará a prefeitura em 2018 para se candidatar ao Governo do Estado. Pela via indireta o PRB chegaria ao Governo Municipal.

Membros do PRB baiano parece que não compreenderam que não eram somente eles que estavam jogando, mas também o próprio grupo de ACM Neto. E para bom entendedor jamais ACM Neto deixará o cargo de prefeito, já contando com a possibilidade de ser governador, para outro grupo político senão o seu próprio. E escolheu para compor sua chapa exatamente o deputado que toda a Salvador sabe que sempre foi seu assessor, Bruno Reis.


Ao PRB cabe avaliar seus conceitos políticos, pois política se faz considerando as correlações de forças existentes na sociedade, e não querendo ser o ser o centro do mundo quando não se dispõe da metafórica tocha olímpica sob seu controle. Dificilmente alguém confia a chave da casa a quem não sabe exatamente com quem fica num mesmo período legislativo. 

O homem de Florença ensinou que ninguém pode andar em cima do muro, porque o muro pode conter cerca elétrica. O PRB em Camaçari em um, e em sua vizinha Salvador é outro? Vai continuar dependendo politicamente dos votos de seus “fiéis” eleitores para um dia contemplar a bela visão da Bahia de Todos os Santos.

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