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O fim enfim da Rede Globo

Por Genaldo de Melo
Mesmo que ninguém acredite em curto prazo na queda da supremacia do maior conglomerado midiático no Brasil, se for para entender como funciona o “script’ de quem cresce demais no país como pessoa, instituição ou empresa, necessariamente pode se concluir que a própria Rede Globo tem prazo de validade. Como ela cresceu ao ponto de colocar todo mundo no país em sua teia de decisões e resultados, ela também se colocou como a mais temida, e provavelmente aquela empresa que todo mundo também anseia em colocar um freio em sua atuação.

Não bastasse ser a segunda maior empresa do ramo comercial de comunicações do mundo, a Rede Globo não se contentou somente com isso. Ela vestiu o terno metafórico de ser o Quarto Poder, e se colocou como poder acima das instituições de poder no país, ou seja, acima do Executivo, do Judiciário e do Legislativo. Assumiu uma condição extremamente perigosa para quem assume a postura de poder político, e não se alia a ninguém porque acha que todos devem está subordinados a colocar em prática as suas pautas políticas para o país.

Se o Presidente da República, os parlamentares e os magistrados brasileiros obrigatoriamente passam a rezar na cartilha da Globo, naturalmente numa hora qualquer alguém se rebela, e resolve partir para a guerra. Por isso que não deve demorar muito tempo para a Rede Globo cortar as mãos com suas próprias lâminas de barbear!

Para algumas pessoas que analisam o papel da mídia no Brasil, além do risco que enfrenta em ter se tornado praticamente a maior “instituição política” do país, sem passar por nenhum critério de decisão política propriamente dito, a Rede Globo enfrentará todos os processos dialéticos que todas as pessoas, instituições e empresas que atingem o máximo do tamanho que se pode atingir passaram, ou seja, o tempo dela também terminará.

O maior problema dela como empresa do ramo comercial de comunicações é que se tornou política, e política é disputa. E na política não se ganha todas as batalhas o tempo todo! Perseguir Dilma Rousseff, Lula e o PT, é o de menos, considerando que qualquer ator político a partir de agora vai a ver a Rede Globo de um modo diferente, pois ninguém no mundo político vai querer assumir o poder decorativo, porque o verdadeiro poder vai ficar com a Globo, suas manchetes e seus assassinatos políticos de reputações (bastando apenas contrariar seus interesses políticos e econômicos).

Provavelmente as duas primeiras situações que desencadearão a bancarrota da Globo serão as disputas familiares, que segundo vozes já existem dentro do próprio seio familiar, e sua condição de concessionária pública na área das comunicações no país. A partir de 2018 qualquer grupo que tiver a Presidência da República, e que lhe der a concessão, naturalmente pelo histórico recente do envolvimento da Globo em todas as decisões políticas do país, vai colocar regras mais elementares e de controle. Porque na política todo mundo quer controlar, e não ser controlado como quer a Rede Globo fazer com todos. Morda meu dedo que não dói...!

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