Garantido no governo o ministro informante anuncia nas entrelinhas que pode ser maior um dia

Por Genaldo de Melo
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A pergunta que não quer calar sobre qual é mesmo tanto espetáculo desse Ministro da Justiça do presidente ilegítimo Michel Temer, é será que ele sonha no Parlamento em futuro próximo? Talvez uma vaga de Senador da República, que deverá apresentar uma pauta moralista, de combate à corrupção, mesmo num governo cheio de corruptos, ou então vai criar algum programa de erradicação de plantações de "cannabis" pelo Brasil afora, já que ele como ministro já é bom de palanque? Por enquanto ele é o grande informante... Repasso o texto abaixo de Fernando Brito que pode iniciar uma reflexão sob esse rapaz que fica sabendo de detalhes de operações do MPF, da República do Paraná e Polícia Federal antes que todos saibam, talvez até mesmo seu chefe:

O triângulo Temer – Moraes – Lava Jato

Michel Temer, embora não vá dar em nada (enquanto não quiserem que dê), é oficialmente um investigado na Lava Jato.
Seu Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, é ao menos um “confidente” da Lava Jato, ficou mais que provado com o vídeo onde antecipa as prisões de ontem.
Como ficou provado que a Polícia Federal mentiu ao dizer que não o avisou.
Moraes foi a primeira escolha de Temer e poucos dias antes de assumir, ficou credor do então vice-presidente num assunto delicado que, para não ser acusado de distorções, descrevo com as palavras do Estadão de 11 de maio deste ano, um dia antes de sua ascensão à presidência, interinamente,
O texto é dos repórteres  Alexandre Hisayasu e Marcelo Godoy:
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia de São Paulo, prendeu, nesta quarta-feira, 11, Silvonei José de Jesus Souza, o hacker acusado de extorquir Marcela Temer, mulher do vice-presidente da República. O bandido exigiu R$ 15 mil depois de ter invadido os arquivos de seu telefone celular. Um inquérito sobre o crime foi aberto há cerca de um mês depois que o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, foi informado sobre a ação dos criminosos. Moraes determinou que policiais de sua confiança assumissem a apuração do crime. O delegado Rodolpho Chiarelli assumiu as investigações e decretou sigilo nos autos.
Até aqui, fatos, apenas.
Como diria o Doutor Sergio Moro, fatos que permitiriam, “em cognição sumária”, afirmar que há um triângulo entre Michel Temer, seu ministro e a Lava Jato.
Hoje, na Folha, lembrando as cenas em que Alexandre de Moares, em trajes negros (a turma gosta), investe de facão em punho contra uma plantação de maconha, diz que Sua Ninjência  “é um ator despudorado” por esta performance e pela mais recente, onde antecipa as prisões.
Ressalta, porém, que não é o ator principal: “o protagonista da chanchada em cartaz é Michel Temer, que Antonio Carlos Magalhães dizia ter a fatiota de mordomo de filmes de terror”.
Resta saber porque o protagonista tem de manter o canastrão no elenco.
Ou porque não se abre uma investigação para saber quem são seus “fanzocas” que o alimentam com informações (ou ações) dentro da Lava Jato.
O filme que assistimos é de terror, porque seu componente de mistério começa a parecer óbvio.
Bermudas talvez seja um nome extenso demais para descrever a nudez deste Triângulo.

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