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Milagre eleitoral incrível de Fernando Haddad já pode definir ele como prefeito de São Paulo de novo

Por Genaldo de Melo
A grande novidade que surgiu de ontem para hoje das eleições paulistanas é que Fernando Haddad (PT) pode ir para o segundo e provavelmente se reeleger de novo prefeito da capital de São Paulo, e colocar em xeque o projeto dos golpistas que derrubaram Dilma Rousseff e querem a qualquer custo a prefeitura de São Paulo, porque já pode ser meio caminho andado em busca da vitória definitiva em 2018 nas urnas. Ou seja, contrariando de novo, os institutos de pesquisas que estão fazendo a mesma coisa de 2012, empurrando para o povo um candidato que não vai fazer um mandato para os paulistanos, mas para empresários, ou tucanos e outros bichos mais, Haddad pode preparar de novo seu terno para 1º de janeiro próximo. Não sou eu que estou afirmando isso, quem afirma nas entrelinhas é, José Roberto Toledo, um dos melhores analistas político-eleitorais do país, que eleição após eleição, vem acertando em seus prognósticos. Vejam abaixo o que ele diz no Estadão de ontem:

Empate com Marta no Ibope abre chance de “voto útil” para Haddad (Jose Roberto de Toledo/Estadão)
O “voto útil” dos ex-petistas com que Marta Suplicy (PMDB) contava para ajudá-la a ir ao segundo turno em São Paulo agora pode ser contra ela. O empate técnico com Fernando Haddad (PT) abriu uma nova possibilidade para o eleitorado que não quer um segundo turno entre João Doria (PSDB) e Celso Russomanno (PRB). O petista passou a ter chances teóricas de enfrentar o tucano, desde que Russomanno continue caindo nos próximos dias.
Se ficar caracterizado que Haddad tem mais chances de ir ao turno final contra Doria, o atual prefeito poderia roubar até 4 pontos de Marta. Se, ao contrário, as pesquisas indicarem que a candidata do PMDB tem mais chances, Marta poderia roubar até 6 pontos de Haddad. Para fazer essa conta basta cruzar a quantidade de eleitores que declaram intenção de voto em Marta ou Haddad e que não votariam em Russomanno de jeito nenhum.
Alguns dos eleitores de Marta podem acabar ajudando Haddad involuntariamente, porém. Faltando seis dias para irem à urna, apenas 28% dos eleitores da peemedebista sabem que seu número é o “15”, e 6% ainda acham que é o “13”. Russomanno tem o mesmo problema: só 30% sabem que seu número é o “10”. Embora o conhecimento do número deva aumentar bastante até domingo, Haddad sai de um patamar de conhecimento mais alto: 58% sabem que ele é o “13”. Assim como 63% sabem que Doria é “45”.
Outra vulnerabilidade de Marta é que 22% dos seus eleitores aprovam a gestão de Haddad. São 3 pontos que poderiam mudar de lado em favor do petista, dependendo das próximas pesquisas.
O voto em Doria e em Haddad está mais consolidado do que o de seus rivais. 64% de quem declara voto no tucano e 62% dos eleitores do petista dizem que não precisam se informar mais pois já tomaram sua decisão. Para Russomanno, essa taxa é um pouco menor: 59%. O eleitor menos convicto é o de Marta, porém. Nada menos do que metade diz que ainda precisa se informar mais.
Nada disso faz sentido, porém, se Russomanno não cair mais. Essa possibilidade existe porque o candidato do PRB está perdendo votos tanto no centro rico antipetista (para Doria) quanto na periferia pobre que historicamente vota no PT (para Haddad e também para Doria).

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