Um contraponto ao tonel de ódio de Baudelaure

Por Genaldo de Melo

Meu coração é uma cidade para viver
Entreaberta, de portas sempre abertas
E assim, de modo leve e solto se erguer
Como se fosse eterna para festa.

E enquanto houver uma palavra certa
Como verdade absoluta para dizer
Cantar, e cantar a canção que ainda  resta
E de todo amor, assim se bem-dizer...

Pois o amor é como uma dama de vermelho
No fundo do quarto, diante do espelho
A espera da noite, e de uma certeza

Consumir todo vinho, assim que puder
Dançar todas as músicas que quiser
E depois, adormecer sobre a mesa.

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