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A arte de dirigir politicamente que apresenta a dialética da catástrofe eleitoral

Por Genaldo de Melo
Partidos políticos nascem, crescem, atingem maioridade eleitoral e política, e naturalmente tendem a desaparecer como qualquer outro, pois é da natureza dialética da política. Alguns conseguem sobreviver a todos os reveses e contratempos que a própria história impõe e demoram mais. Mas mesmo assim é natural se saber que um dia eles morrem politicamente mesmo assim.

Mas em nenhuma circunstância um partido político pode ter vida longa quando ele é sustentado pelo personalismo presente em nossa cultura política no Brasil. Quando o personalismo dita as regras e a direção a seguir, significa que esse partido está prestes a ser abandonado pelos agentes sérios da política para seguir vôos próprios apenas do ponto de vista eleitoral, incorrendo no risco da bancarrota nas urnas.

Personalidades não podem deixar de existir em partido político, mas personalidades devem ouvir aos demais de qualquer grupo político, porque a não que tenham a necessária estrutura política para manter coeso um grupo, vão acabar politicamente na bancarrota eleitoral. Exemplos recentes não faltam de que quando o partido vive em função de apenas uma pessoa, ele não se sustenta, porque vai acabar dependendo exatamente de quem não faz parte do mesmo partido. Na política não existe esse discurso de militância exageradamente fanática a ponto de existir apenas em função de seu líder, ao ponto de se anular.

É o personalismo que comete o erro de não renovar, de nunca preparar a sucessão ouvindo em absoluto somente o homem de Florença, como se fosse eterno. Gente dessa natureza destrói os grupos políticos mais organizados com capacidade de chegar de fato ao poder. Recentemente o caso mais emblemático tem sido Marina Silva com a sua REDE Sustentabilidade, que está vendo seus quadros intelectuais e políticos minguando em função exata da própria natureza personalista da própria Marina.

Partidos políticos da direita tem mais sucesso quanto à questão da existência de personalidades fortes que envolvem aos demais com sua teia econômica que sustenta a todos. Porém os partidos de esquerda historicamente estão fadados à desgraça política quando dependem de apenas uma personalidade, que quando eliminada politicamente os demais como vespas descoordenadas voam para todos os lugares políticos possíveis.


Deixo o conselho para alguns que se dizem de esquerda, mas agem como se fossem de direita. Professam discursos progressistas, mas incorrem na prática de tomarem sozinhos as decisões, que resultam na vergonha eleitoral das urnas. Homens que agem como donos das naturezas humanas na política podem incorrer em dois erros estratégicos. Primeiro podem imitar Hitler e sabem exatamente como terminam. Segundo, podem ficar na solidão da história sem ter nem mesmo uma placa de rua com seu nome. É assim na política!

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