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Chegou a importante hora da onça beber água em Feira de Santana

Por Genaldo de melo

Os “Senadinhos” em Feira de Santana atualmente disputam em debates sobre quem mais está certo como deputado estadual, acerca das últimas posições tomadas pelos representantes do povo feirense na Assembléia Legislativa, e no próprio município, e colocam isso num cenário que parece que vai ter mais candidatos a deputado do que eleitores, e que uns são melhores que outros, pautados sempre em suas paixões pessoais.

Temos poucos representantes feirenses na Casa da Cidadania estadual, mas naturalmente como a política como coisa em si é pautada pelo jogo da disputa pelo poder e não pela condição de negociar melhores “políticas” para Feira de Santana, no meio do caminho alguns conseguem imprimir atitudes em defesa do povo feirense e outros apenas imprimir suas imagens pessoais pensando em 2018.

Como o povo em si não acompanha o trabalho dos deputados, mas apenas sabe do mínimo necessário, muitos deles não fazem nada em favor do povo. É um evangélico que já foi tudo no governo estadual, mas foi para o outro lado, e agora tem espaço privilegiado no governo municipal; outro não deixou de ser radialista mesmo no plenário da Assembléia; e outro quer substituir o Estado em Assistência Social; e os outros tentam mas estão limitados à condição política e aos ditames das regras da Lei Orgânica Municipal.

Mesmo assim estes últimos destacam-se pela posição que tomam frente aos ditames políticos das naturezas que querem continuar governando o povo de Feira de Santana sem discutir o que pregam e o que põem em prática com ninguém.

Como é da coisa política não fazer nada, para acumular “capital político”, porque o povo esquece, principalmente em Feira de Santana, alguns se destacam porque são de fato representantes do povo. É o caso de Zé Neto (PT) e do mais novo deputado Ângelo Almeida (PSB). Ambos estão limitados à condição de não poder nem mesmo indicar soluções para os problemas feirenses, e mesmo que queiram fazer algo devem limitar-se às condições da legislação municipal.

Zé Neto já fez de tudo por Feira de Santana, e ninguém em sã consciência, a não ser que seja cabo eleitoral da situação que sempre analisa as coisas políticas com paixão, mas parece que “enfeitiçado”, não reconhece. E por mais que Zé Neto faça pelo povo de Feira de Santana, parece que cultura e politicamente o povo não vota nele para prefeito, apesar de encher as urnas de votos para deputado estadual.

A novidade é Ângelo Almeida que começou certo, apresentou proposta ao Ministério Público contra o aumento abusivo e sem discussão das passagens do transporte público, porque o povo não reage. Nessa condição de protagonismo de “coisas políticas” de que o povo precisa, o deputado deve analisar os cenários e aliar-se a todos aqueles que quer uma Feira de Santana livre, e Zé Neto tomar a coragem de ser representante de quem pensa diferente em Feira de Santana ao “status quo” na Câmara dos Deputados.

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