O incrível silêncio dos culpados

Por Genaldo de Melo
A cada dia que se passa o Jornalismo da Obediência no Brasil demonstra sua parcialidade diante dos assuntos mais “picantes” da política brasileira. Quando se trata de falar mal de algumas forças políticas que não são amigas, principalmente da esquerda brasileira, perdem espaços inteiros para atacar impiedosamente e sem provas.
Quando se trata de informar sobre os assuntos que no momento os brasileiros precisam saber e acompanhar, como é caso da homologação que deve ser feita nessa segunda-feira pela ministra Carmen Lúcia das 77 delações premiadas que vão atingir em cheio o seu afilhado político, o agora excomungado Michel Temer, esse falso jornalismo de propaganda política se cala como um túmulo.
Diante de tão grave assunto, os principais jornalões do país, Folha de São Paulo, O Globo e o Estado de São Paulo, amanheceram nesse último domingo sem nenhuma nota sobre o tema, preferiram tocar em outros assuntos fúteis, porque não era nada contra Lula e nem contra o seu partido.
O jornal O Globo optou por falar sobre o monitoramento das fronteiras do País, onde apenas 4% são monitoradas. Enquanto isso, o jornal Estado de São Paulo se dedicou à safra de grãos do Brasil, que injetará R$ 200 bilhões na economia, num esforço para trazer otimismo à atividade econômica combalida pela política de Michel Temer. 
A Folha preferiu trazer em sua manchete a notícia do aumento da inadimplência no Fies, o financiamento estudantil, que subiu para 53% em 2016. Jornal chefiado por Otávio Frias Filho dedicou apenas uma fotolegenda da ministra Cármen Lúcia.
Nenhum dos três jornais da mídia do Jornalismo da Obediência que participaram coordenando ativamente da derrubada da presidente Dilma Rousseff, dedicou destaque ao assunto. Amanheceram no silêncio dos culpados e com cara de paisagem...
E ainda me vem uns beócios com o discurso de que esses jornais são sérios e imparciais! Provavelmente eles vão deixar para discutir o assunto quando for o momento de os mesmos poderem chantagear politicamente, e barganhar audiência como mentores da salvação do país que nunca foram, além de promover distúrbios sociais e institucionais com seus editoriais macabros e doentes, que convencem somente alienados que não lêem outras coisas senão jornalismo de esgoto.

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