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O desafio de enfrentar o rápido surgimento de zumbis no Brasil

Por Genaldo de Melo
As melhores nações do mundo preocupadas em construir um futuro com uma geração de pessoas inteligentes e empreendedoras buscam através de seus governos comprometidos e conscientes de seus papéis na construção desse mundo sonhado, melhorar de todas as formas o processo educacional desenvolvido pelos próprios Estados Nacionais.

Conscientes de que se não fizerem isso terão gerações futuras perdidas, eles cumprem de fato o papel que deve ser exercido pelo Estado. Independentemente de que se muitos deles defendem a tese do Estado Mínimo, praticamente todos os governos das melhores nações do mundo entendem que com educação pública não se brinca, e se coloca isso como prioridade.

No Brasil está sendo tudo ao contrário, pois o atual Governo na prática entende que devemos não ser uma nação livre, soberana, e formada por uma geração futura de pessoas inteligentes e empreendedoras. O atual Governo quer na realidade um povo manso como zumbi, sem capacidade de pensar e de ser empreendedor, um povo culturalmente colonizado como fomos no passado.

Em vez de criar melhores condições para que nossa educação possa contribuir com um povo que pense, esse Governo decorativo, praticamente funcionário de organismos internacionais responsáveis pelas políticas de reajustes estruturais na América Latina para construir a noção prática de Estado Mínimo, que exista simplesmente em função do mercado, impôs uma reforma do Ensino Médio para construir uma geração de zumbis, apenas para servirem aos exércitos de reserva preconizados por Friedrich Augusto Von Hayek.

A escola pública no Brasil já é considerada uma das piores do mundo, porque o Estado não tem isso como prioridade. Educadores são mal pagos, estruturas decadentes atendem aos alunos, e agora temos um currículo que não ajuda a sermos no futuro uma potência mundial, pois o currículo aprovado pelo Governo, resultado de imposição dos organismos internacionais, somente ajudará na construção da chamada pobreza estrutural, tão denunciada por Milton Santos.

As perguntas que não querem calar: será que os brasileiros não vão reagir ao desmonte do Estado brasileiro por um governo que não teve votos para o seu projeto de Estado Mínimo? Será que conscientes ou inconscientes é isso mesmo que queremos para as futuras gerações? Será que não temos capacidade de reagir contra a construção de pobreza estrutural pela globalização, via governos descomprometidos com o nosso Estado? 

Escrever e denunciar esses desmandos cruéis contra os brasileiros é fácil, mas a solução continua sendo o povo nas ruas, e logo! O desafio deve ser assumido e protagonizado pelo próprio povo e suas organizações, senão não existirá povo no futuro, mas zumbis.

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