Camaleão não deixa de mudar de cor

Por Genaldo de Melo
O atual Ministro da Cultura, Roberto Freire, é um político sem voto, mas bastante conhecido por suas atuações em anos recentes contra o chamado aparelhamento do Estado, feito segundo ele pelo PT em seus governos. As suas posições também passaram inclusive pela proposta de acabar com o Ministério da Cultura que ele hoje se traveste de grande chefe.

Em fim de carreira, e sem a quantidade certa de votos para voltar a ser deputado por Pernambuco, ele foi viver debaixo das asas de José Serra em São Paulo. Como suplente chegou a ser deputado federal, porém os votos para continuar desapareceram das urnas, e assim então ele ficou em função de bajular políticos e grupos da direita por cargos públicos, porque não sabe pelo visto fazer outra coisa na vida.

Agora vergonhosamente para um homem senil, que para sobreviver politicamente em fim de carreira sempre utilizou o discurso contra o aparelhamento do Estado por partidos políticos, está vivendo a pior contradição de sua vida política, ou seja, está fazendo a mesma coisa que sempre combateu verbalmente.

Roberto Freire simplesmente aparelhou o Ministério da Cultura, que ele mesmo em passado recente propôs acabar, nada mais nada menos do que com todos os seus correligionários de partido, ruins de urna, mas que sem mandatos devem para sobreviver politicamente utilizar os restos de políticas da cultura para alavancar palanques para as próximas eleições.

O ministro da Cultura de Temer, que é presidente do PPS, nomeou ao menos 18 membros de seu partido para cargos na pasta, entre assessorias, secretarias, diretorias, entidades vinculadas e representações regionais da pasta. Dez pessoas foram nomeadas apenas nos três primeiros meses de 2017, como mostrou reportagem da Folha de São Paulo.

Freire prova que ele não passa de outro político, nada mais nada menos do que todos esses políticos nojentos, que utiliza o aparelho do Estado para proteger política e financeiramente seus aliados que não tem votos (imitando seu atual chefe). Provou recentemente contra Raduan Nassar toda sua truculência intelectual, e mostra agora toda suas cores de camaleão sem compromisso com a cultura e com as artes brasileiras. Seu compromisso é somente com Michel Temer e com o seu anacrônico e sem votos PPS!

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