O caminho de Sérgio Moro para ser ministro do Supremo

Por Genaldo de Melo

Um amigo próximo que é um competente advogado e conhecedor profundo dos meandros do mundo jurídico, confessou-me recentemente de que todo o roteiro “cinematográfico” do juiz Sérgio Moro, coordenador da famosa força tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba, imitando os passos da famosa Operação Mãos Limpas que aconteceu na década passada na Itália, poderia ser uma grande estratégia do próprio juiz para chegar ao ápice de sua carreira, como ministro do Supremo Tribunal Federal.

Fazer política não é necessariamente o papel de um juiz, conforme determina nossa Constituição Federal, mas para chegar a ser ministro do STF exige-se necessariamente de diálogo com os membros do mundo político. Porque as regras são claras, quem escolhe os ministros do Supremo é o Presidente da República e quem o sabatina para saber se o mesmo tem capacidade e competência jurídica para tal cargo são os membros do Senado Federal.

Se Sérgio Moro realmente tinha essa pretensa segunda intenção quando se tornou um ícone do combate à corrupção (aqui segundo a imprensa tradicional, porque nos meios jurídicos como juiz ele sempre esteve cumprindo nada mais nada menos do que a sua própria obrigação do cargo que exerce como juiz) pode ser que ele possa está trilhando um caminho muito perigoso para quem pode não está devidamente preparado para fazer política.

Ninguém, absolutamente ninguém que raciocine minimamente, pode negar a partir dos prognósticos e espetáculos promovidos pela imprensa tradicional, principalmente a Globo e as revistas e os jornais de propaganda política, que a Operação Lava Jato vem tomando o caminho da parcialidade, e este significa o caminho da política. E no caminho da política necessariamente alguém tem que perder, e se Sérgio Moro tomou esse caminho, somente chegará à condição de ministro do STF se a direita vencer as próximas eleições.

A imprensa vem fazendo seu papel de aliada, se esse for realmente seu projeto, pois basta ver que transforma em escândalos qualquer insinuação ou menção, ou mesmo “convicções”, de qualquer coisa que coloque o ex-Presidente Lula na condição que possa perder votos dos cidadãos brasileiros. Basta ver também que essa mesma imprensa tradicional somente coloca em evidência alguns membros famosos da política brasileira da direita, como por exemplo Aécio Neves e José Serra, quando estão “numa boa”, pois quando estão sob o foco de delações e denúncias, eles simplesmente desaparecem da cena como o felino de Cheshire de Alice no país das maravilhas.

Se Sérgio Moro tem essa intenção de chegar ao posto mais alto da carreira jurídica vai ter que enfrentar muitos espinhos, porque para tirar a pessoa que pode ali na frente não lhe proporcionar essa oportunidade ele vai ter que descobrir de fato provas concretas de que esse personagem (que é Lula), realmente é o criminoso que tanto a Rede Globo e as revistas e jornais da imprensa do Jornalismo da Obediência insistem que ele é. Agora se quiser fazer política é fácil, basta imitar um “agora” ilustre desconhecido da mídia, mas que politicamente acaba de assumir o cargo mais alto da justiça brasileira, o senhor Alexandre de Moraes!

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