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O PT é hoje o partido que mais cresce no Brasil, segundo o Datafolha

Por Genaldo de Melo
Gostaria de eu mesmo escrever um texto sobre o crescimento que o Partido dos Trabalhadores (PT) está extraordinariamente tendo, mesmo com todas as adversidades, e contra todo o aparato midiático para destruí-lo de qualquer modo.

Mas como não sou petista, mesmo assim correrei o risco de ser taxado e tratado como petista escrevendo eu próprio sobre o assunto, porque tudo nesse país que representar o pensamento de esquerda, para a mídia e para seus fiéis e cegos seguidores "é coisa de PT".

Desse modo repassarei o artigo de um especialista para que todos fiquem sabendo, que parece que apesar de todas as atenções que vem sendo dada pela imprensa tradicional brasileira para que se crie a imagem de um partido corrupto, como uma organização criminosa, o povo em si está descobrindo que tudo não passa da luta política, e que nas urnas o PT sempre venceu porque tinha um projeto de poder em que o próprio povo, principalmente os pobres, estavam incluídos.

Leiam abaixo artigo de Fernando Nogueira da Costa, professor titular da IE-UNICAMP,  sobre isso em seu Blog:

Preferência Partidária no Brasil

(Fonte: https://fernandonogueiracosta.wordpress.com)

A desconfiança em partidos e políticos, em geral, não é restrita ao Brasil, nestes tempos agitados sob crescimento do conservadorismo. Recebi de um colega uma pesquisa feita na França (Fractures Françaises_2016) que ajuda muito a entender a configuração eleitoral atual, mas que pode ser lida como um bom subsídio para pensar a situação brasileira.
A pesquisa é muito detalhada. Ressalto somente um aspecto dos resultados: muitos dos indicadores tem valor médio próximos ao que pensam os simpatizantes da FN (Frente Nacional), partido xenófobo que disputa o segundo turno na França. Lá como cá, há necessidade de Frente Ampla da Esquerda contra os neoliberais e a direita.
Ricardo Mendonça (Valor, 04/05/17) informa que pesquisa Datafolha divulgada no domingo (30 de abril de 2017) (clique para download) mostra que o PT está conseguindo recuperar parte dos simpatizantes que havia perdido durante o conturbado e incompleto segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Conforme o levantamento feito em 26 e 27 de abril, a legenda do PT é citada como a preferida por 15% dos brasileiros. Trata-se da melhor taxa obtida pelo PT desde o fim de 2014. O PSDB e PMDB alcançam 4% cada. Psol, PV, PDT e PTB aparecem empatados com 1%. Os demais partidos não pontuam.
O PT lidera esse tipo de ranking desde o fim dos anos 90, ainda durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso. Passou anos com taxa sempre acima de 20%, mas caiu fortemente no seu pior momento, em março de 2015, logo após a segunda posse da ex-presidente Dilma Rousseff. Afundou para 9%, devido ao estelionato eleitoral que representou Joaquim Levy e seu programa neoliberal no Ministério da Fazenda.
Coincide com o período da primeira grande onda de manifestações de rua da direita contra ela. Três meses depois, o PT registrou 11% de preferência (variação na margem de erro) e ficou ainda em uma situação de empate técnico com os 9% alcançados pelo PSDB – o melhor resultado histórico dos tucanos. Em dezembro de 2016, após o golpe e o péssimo desempenho dos petistas nas eleições municipais, a simpatia pelo PT voltou para 9%.
O Datafolha investiga preferência partidária desde 1989. Na série de 26 anos, o melhor momento do PT foi em abril de 2012, quando foi citado por quase um terço dos brasileiros (31%). Esta é a época da Cruzada da Dilma contra os juros altos. Até hoje os economistas neoliberais fazem campanha de ódio contra a Nova Matriz Macroeconômica em suas colunas no PIG. Acham que defendem O Mercado…
Na pesquisa atual, os melhores desempenhos da sigla foram registrados na região Nordeste, onde 22% citam o PT como o partido preferido, entre os eleitores de famílias com renda mensal de até dois salários mínimos (19%) e no conjunto dos que têm entre 25 e 34 anos (18%). O pior resultado é entre os que recebem mais de cinco e menos de dez salários mínimos (9%), i.é, na classe média “média”, nem alta, nem baixa. E reaça… contra o medo da proletarização.
Como é constatado há anos por meio desse tipo de pesquisa, mais da metade da população diz que não prefere partido político algum. Nesta última rodada, a resposta “nenhum” foi citada por 66%. Em dezembro de 2016, no momento de maior rejeição aos partidos, chegou a 75%.
Com 2.781 entrevistas, a margem de erro total do atual levantamento é de dois pontos.
No capítulo eleitoral, a pesquisa mostrou que o ex-presidente Lula lidera todas as simulações de primeiro turno, variando entre 29% e 31% das intenções de voto, conforme o cenário. A ex-ministra Marina Silva (Rede) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC) disputam a segunda colocação. Mas a tendência é de ambos perderem no segundo turno, caso lá chegarem.
De 0 a 10, a nota média atribuída ao desempenho de Temer é 3.
Oito em cada dez brasileiros (79%) avaliam que o peemedebista fez menos pelo país do que esperavam que ele fizesse, e somente 4% acreditam que ele fez mais do que o esperado. Para 10%, Temer fez o que esperavam, e os demais não opinaram (3%) ou deram outras respostas espontâneas à questão (4%). A taxa de decepcionados é mais baixa entre os mais ricos (65%) e entre os mais velhos (68%), e mais alta na região Nordeste do país (84%).
desempenho dos deputados e senadores que estão atualmente no Congresso Nacional é reprovado por 58% dos brasileiros, índice que se iguala ao mais alto na série histórica, registrado em dezembro do ano passado. Consideram o trabalho dos congressistas ótimo ou bom somente 7%, e para 31% é regular. Uma parcela de 4% preferiu não opinar sobre o assunto.
A maioria dos brasileiros (89%) ignora a opinião de que no Brasil nada funciona, nada dá certo, e avalia que o Brasil tem jeito. Esse índice fica próximo do registrado em dezembro de 2015 (87%) e dezembro de 1996 (86%). Atualmente, 9% acreditam que o país não tem jeito, e 2% têm outra opinião sobre o assunto.

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