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Por que Mirian Leitão denunciou as agressões verbais sofridas somente dez dias depois?

Por Genaldo de Melo
Mesmo a nova presidente do PT, Gleisi Hoffmann, emitindo nota lamentando o constrangimento sofrido pela jornalista da Rede Globo, Mirian Leitão, que segundo a própria sofreu agressões verbais de militantes petistas durante um vôo de Brasília ao Rio de Janeiro, segundo o também jornalista Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, a narrativa é que precisa melhor ser explicada pela própria jornalista “global”.

E principalmente,  porque será que ela somente resolveu falar disso dez dias depois do ocorrido, e no momento não fez um boletim de ocorrência policial no próprio aeroporto já que foi grave o caso, segundo a mesma? Estranho alguém ser agredido da forma que ela fala, e somente uma dezena de dias depois escandalizar esse discurso da agressão sofrida!

Repasso para melhor compreensão desse fato, artigo do jornalista do Diário do Centro do Mundo, que faz alguns questionamentos ao fato acontecido com a jornalista Mirian Leitão, representante direta das opiniões da Rede Globo no Brasil, responsável pelo ódio que não existia na política brasileira.

Os buracos na narrativa de Míriam Leitão sobre a agressão no voo. 

Por Kiko Nogueira (DCM)


Míriam Leitão merece toda a solidariedade pela violência que, segundo ela conta em sua coluna, sofreu num voo da Avianca.
Isto posto, há alguns buracos em sua narrativa que merecem atenção.
Ela conta que foi vítima de “um ataque de violência verbal por parte de delegados do PT”.
“Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo. Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo”, descreve.
O fato se deu em 3 de junho num avião que ia de de Brasilia para o Rio de Janeiro. Ou seja, Míriam levou dez dias para contar o ocorrido.
Por quê?
“Foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias”.
Um linchamento estava a caminho, mais que um escracho.
Diante de um fato de tal gravidade, por que não lavrou um boletim de ocorrência no aeroporto? 
Miriam atesta que eram “delegados do PT” e “profissionais do partido”.
Como ela sabe disso? Através das roupas deles? Dos óculos? Das feições lombrosianas?
Os agressores, de acordo com ML, eram também ignorantes contumazes.
“Ameaçaram atacar fisicamente a emissora, mostrando desconhecimento histórico mínimo: ‘quando eles mataram Getúlio o povo foi lá e quebrou a Globo’, berrou um deles. Ela foi fundada onze anos depois do suicídio de Vargas”, afirma.
Ora. O Globo estava na ativa há longos 29 anos. Carros do jornal foram destruídos quando da morte de Getúlio e a redação foi atacada.
No Facebook, um homem que se declarou presente no avião desmentiu Míriam.
“Eu estava no vôo e ninguém lhe dirigiu diretamente a palavra, justamente para você não se vitimizar e tentar caracterizar uma injúria ou qualquer outro crime”, disse Rodrigo Mondego.
“O que houve foram alguns poucos momentos de manifestação pacífica contra principalmente a empresa que a senhora trabalha e o que ela fez com o país. A senhora mente também ao dizer que isso durou as duas horas de vôo, ocorreu apenas antes da decolagem e no momento do pouso. Se a carapuça serviu com os gritos de ‘golpista’, era só não ter apoiado a ação orquestrada por Eduardo Cunha e companhia, simples”.
Tudo indica que foi um esculacho. Míriam não ajudou a esclarecer.
Ela parece incomodada com o papel de porta voz da emissora. É uma posição horrenda, mas é difícil crer que ela não tenha ideia do quanto a empresa onde trabalha é odiada.
É impossível excluir o protagonismo da Globo na venezuelização do Brasil. Míriam, infelizmente, é a cara da empresa. Poucos, ali, traduzem melhor as ideias dos Marinhos.
De novo: Míriam Leitão merece cada palavra solidária pelo que passou — a mesma solidariedade que ela jamais prestou quando as vítimas estavam do lado de lá.

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