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O grande espetáculo da Reforma Política

Por Genaldo de Melo
Como há sempre lógica no poder ninguém espere que os atuais mandatários do poder no Brasil, de presidente, senadores e deputados a governadores, prefeitos e vereadores, em nenhum momento vão querer mudar as regras que possam melhorar o sistema político-eleitoral que possam tirar essas aves de rapina da coisa pública do poder.

Por mais que a sociedade clame por mudanças, por uma verdadeira reforma política no país, e por mais que portadores de mandatos sérios e partidos mais comprometidos com a democracia representativa lutem por isso, quem está na condição de enxergar que com mudanças substanciais pode perder o status de poder, não vai fazer jamais o que a sociedade e o que a história exige.

Todo mundo sabe que a verdadeira reforma política que deve necessariamente ser feita para que possamos curar esse distúrbio político que acomete o Estado brasileiro, representará uma mudança radical de paradigmas e uma mudança também de nomes que estão atualmente no poder, porque a grande maioria dos quadros políticos atualmente é envolvida em todos os tipos de crimes, principalmente o assalto aos cofres públicos.

Portanto os inocentes não esperem que os atuais parlamentares em Brasília possam tomar a iniciativa de querer propor mudanças necessárias, com raras exceções. O que muitos deles fazem é jogar confetes para o povo para apresentar demonstrações falsas de combinação com a vontade popular. E no fundo o que propõem de interesse da sociedade não passa no Congresso Nacional, até mesmo porque o voto em situação dessa natureza é secreto.

Prova do descaramento é a proposta do famoso Distritão somente para as eleições de 2018, em que com tanto dinheiro do “Fundo Democrático” que querem aprovar, somente possibilitará a reeleição de quem já está com mandato, e como os atuais deputados controlam os partidos necessariamente o dinheiro somente será utilizado por eles.

Em relação ao Fundo, em sã consciência ninguém é contra a criação de um fundo específico para campanhas eleitorais, mas não com tanto dinheiro quando já existe o Fundo Partidário. O que deveria ser proposto se fossem sérios os atuais deputados federais seriam regras mais claras de como combater o caixa dois, porque esse não vai deixar de existir enquanto existir a relação empresarial com o Estado.

O outro grande absurdo proposto foi a questão das doações ocultas, o que significa que ninguém pode impedir o financiamento empresarial via indireta aos mesmos canalhas que não tem compromisso com o povo. Aqui é tão grave que segundo o articulista Jeferson Miola a proposta não foi combinada pela bancada do PT com Vicente Candido, o relator da reforma política, o que contraria exatamente o que o PT vem combatendo o tempo todo dentro do Congresso Nacional, que é o financiamento empresarial das eleições.

Em relação a isso ainda, o que praticamente poucos cidadãos sabem é que Vicente Cândido trabalha desconectado com os partidos de oposição que vem batalhando por uma verdadeira reforma política, e mesmo como membro do PT, faz parte de uma banda estranha como dirigente da corrupta CBF. E Jeferson Miola cantou uma pedra, ele pode ser expulso do Partido, pois já deveria ser a muito tempo pelo seu histórico de defender teses contrárias ao seu Partido e levar junto para a opinião pública o mesmo.

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