Rápido no gatilho Temer vai aprontar mais uma para não enfrentar a Vara Comum

Por Genaldo de Melo
Conforme escrevi aqui nesse Blog sobre as maquinações de Michel Temer para enfrentar sua crise particular, mantendo seu foro privilegiado para não responder por crime de corrupção passiva em vara comum, e sim ter o privilegio de responder apenas para o Supremo Tribunal Federal, como deveria acontecer caso os deputados federais não fossem tão picaretas contra o povo brasileiro, realmente o presidente mais impopular da história quer ser deputado federal para continuar com seus privilégios de criminoso em alta, em vez de criminoso comum.

Em todas as situações parece que ele está conseguindo viradas de mesa contra tudo e contra todos, e rindo da sociedade brasileira, exatamente porque não tem compromisso com ninguém, porque não precisou do voto de ninguém para ser Presidente da República, pois bastou para isso fechar compromissos escusos e estranhos contra o povo.


Reproduzo abaixo o excelente texto da jornalista política Tereza Cruvinel, publicado originalmente em seu Blog em Brasil247, em que ela melhor nos detalha as maquinações desse senhor que pelo visto é o único Presidente da República a ficar na história como o mais cara-de-pau de todos que sentaram na cadeira de mandatário de nossa pobre República.


Maquinações de Temer para continuar impune (tereza Cruvinel - Brasil247.com)


Temer só quer a Presidência para usá-la como biombo contra investigações por corrupção passiva no caso JBS. Se isso estava claro, mais evidente ficou a partir da defesa que ele andou fazendo, entre os mais chegados, da adoção de um “experimento parlamentarista de transição” já no ano que vem. Aprovado o sistema para vigorar a partir de 2019, ele entregaria o governo a um primeiro-ministro já em 2018.
Esta fórmula vem ao encontro de outra maquinação de Temer. Ele já pensa em se eleger deputado no ano que vem para preservar o foro privilegiado e assim responder perante ao STF, e não em vara comum, à denúncia de Rodrigo Janot, que a Câmara não arquivou. Com aquela votação que custou a ruína fiscal, os deputados apenas negaram autorização para que ele fosse processado no cargo, sendo afastado por decorrência.
Para ser candidato a deputado, Temer terá que deixar o cargo. Seus substitutos imediatos, Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e Eunício Oliveira, presidente do Senado, vão disputar eleições, estarão impedidos de assumir. A Presidência então sobraria para Cármen Lucia, presidente do STF, que como todo mundo sabe, é uma jurista, não uma gestora.
Mas este papel seria feito pelo primeiro-ministro experimental, e Cármen seria a chefe de Estado, a rainha da Inglaterra. O premiê poderia ser o próprio Meirelles. Ou quem sabe apareceria alguém capaz de colocar alguma ordem na descalabrada administração federal.

Estas são as novas maquinações de Temer para escapar da Justiça mesmo depois que deixar o cargo. O homem é capaz de tentar impingir ao país uma experimentação perigosa com o sistema de governo para salvar a própria pele. 

Comentários