Reforma tributária para um choque de direitos

Por Genaldo de Melo
Há um consenso entre os intelectuais que não compactuam com o discurso neoliberal no Brasil de que não temos a maior carga tributária do mundo como vem alardeando a Globo e seus repetidores. Tudo não passa de narrativa de quem quer aumentar seus cofres às custas do trabalho da grande maioria dos brasileiros.
O grande desafio de quem assumir o governo no próximo período, e que prognósticos das pesquisas eleitorais apresentam que será um representante das forças políticas mais comprometidas com a nação brasileira, será o de promover um choque de direitos.
E nesse sentido, o melhor caminho será fazer uma reforma tributária que tenha em consideração a tributação diferenciada entre ricos e pobres. No Brasil enquanto a grande maioria do povo paga tributos demais os ricos não contribuem o equivalente.
A reforma tributária considerando essa premissa será uma obrigação histórica, porque enquanto as famílias que têm renda superior a 320 salários mínimos pagam apenas 5%, sendo que os empresários apenas 2%, o resto da população paga ICMS em energia elétrica, água ou telefone os seus obrigatórios 25%.
O Estado brasileiro precisa fazer o que todos os países civilizados fazem, ou seja, tributar mais quem ganha mais e tributar equivalente quem ganha menos. Somente assim teremos um choque de direitos e o próprio Estado terá em torno de R$ 100 bilhões a mais para aumentar sua atuação frente ao desenvolvimento exigido.
Não se pode cobrar os mesmos 27% de imposto de renda para quem ganha R$ 01 milhão por mês e para quem ganha apenas R$ 4.600,00. Isso é injusto, e significa que o país também é injusto. O próximo governo se for sério e "brasileiro" deve se pautar para resolver isso: uma reforma tributária necessária e justa.

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